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A importância dos alimentos na
saúde é conhecida, mas agora o que se coloca no prato
começa a ganhar de fato status de remédio. O responsável
por essa revolução é uma nova ciência batizada
de nutracêutica, que finalmente se propõe a esquadrinhar
o que se come e quais os efeitos desses alimentos no organismo. E os
resultados que estão sendo obtidos não poderiam ser mais
animadores. A fantástica oferta de verduras, legumes e frutas,
principalmente, à disposição do ser humano podem
realmente ajudá-lo a tratar doenças que vão de
uma simples gripe até o câncer. (Revista ISTOÉ de
07 de Abril de 1999, nº 1540, do artigo "O Poder dos Alimentos",
do Jornalista Thiago Lotufo).
Segundo
Goldberg, 1994, os Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos
são aqueles que, além do correspondente valor nutritivo,
podem prevenir e tratar algumas doenças. Os japoneses apresentaram
três condições básicas que definem os Nutracêuticos:
1. Apresentam compostos funcionais naturalmente presentes na sua composição.
2. Podem e devem ser consumidos como parte da dieta diária.
3. Apresentam funções particulares quando ingeridos, regulando
um processo metabólico particular.
Agaricus
é o nome genérico de algumas das diversas espécies de cogumelos
existentes na natureza. Países como o Japão, utilizam-se popularmente
deste termo – Agaricus – quando se referem à espécie Agaricus
blazei.
Apesar dos primeiros relatos deste cogumelo
datarem dos anos 40, somente após a sua descoberta no Brasil em 1965
– pelo Sr. Furumoto, agricultor japonês de Piedade/SP – , foi despertado
um interesse maior da comunidade científica, principalmente no Japão
(país que recebeu as primeiras amostras), Estados Unidos e China. Desde
então, diversas pesquisas vêm sendo realizadas, demonstrando as qualidades
e benefícios do Agaricus.
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Cultivo do Agaricus blazei
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A
produção no Brasil, em escala comercial, do Agaricus blazei só
foi iniciada em 1989, quando o Laboratório Iwade do Japão firmou um
contrato de cultivo com a SB Cristal (Kazumasa Abe). Enfim, passados
mais de 20 anos, o cogumelo retornara à sua terra natal.
Considerando a importância nutricional e fisiológica dos cogumelos Agaricus,
KAZUMASA ABE solicitou, em 1998, através do Instituto Nacional de Biociências
e Tecnologia Humana, da Agência de Tecnologia Industrial do Ministério
do Comércio Internacional e Industrial do Japão, o Patenteamento do
Agaricus blazei BM8, no Tratado de Budapeste sobre o Reconhecimento
Internacional de Depósito de Microorganismo, sob o número FERM BP-6480.
| COGUMELO
AGARICUS – ALIMENTO FUNCIONAL |
Agaricus
in natura contém 85 a 87% de água. Após a desidratação, é rico em proteínas
e carboidratos e contém quantidades consideráveis de vitaminas – B1,
B2, B3 e ergosterol, que é convertido em vitamina D2 após exposição
à luz e cocção – , lípides (representados principalmente por ácidos
graxos poliinsaturados), minerais – potássio (cerca de 2%), fósforo,
magnésio, cálcio, sódio, cobre, zinco, ferro e molibdênio.
Na composição química, além dos nutrientes citados, são encontradas
glicoproteínas, esteróides e complexos de polissacarídeos com proteínas
que, quando analisados em animais de laboratório, apresentam propriedades
de potencializar a resposta imune, a homeostase e melhorar as condições
físicas do organismo. (MIZUNO, 1995 e MIZUNO et al., 1998).
O Ministério da Saúde adverte: Não existem evidências científicas
comprovadas de que este alimento previna, trate ou cure doenças.
FONTE
UTILIZADA:
1
- Monografia elaborada em 1999 pelo Dr. Jorge Mancini Filho, Prof.
Titular do Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental da Faculdade
de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, intitulada
"IMPORTÂNCIA QUÍMICA DO COGUMELO AGARICUS BLAZEI MURILL
NA NUTRIÇÃO E NA SAÚDE ").
2 - Kazumasa Abe, pioneiro na pesquisa e produção do Agaricus
no Brasil, é Consultor Técnico da Kemek.
3 - © 1999 Kemek Ind. e Com. Ltda. Todos os Direitos Reservados.
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